EXON Imóveis
EXON Imóveis
Comprar imóvel em Curitiba em 2026 exige menos entusiasmo e mais método.
O mercado imobiliário não está parado.
Ele está seletivo.
Com a Selic ainda elevada, embora com sinalização de queda segundo dados do Banco Central no encerramento de 2025 e com crédito mais criterioso, o comprador disciplinado voltou a ter vantagem. Incorporadoras trabalham com estoques mais longos, enquanto o médio padrão mantém boa tração na capital paranaense.
2026 não é ano de euforia imobiliária.
É ano de seleção.
Quem entende esse movimento percebe que o mercado não está travado está filtrando.
Segundo o índice FipeZap, o preço médio do metro quadrado em Curitiba gira na faixa de R$ 11 mil, colocando a cidade entre os mercados imobiliários mais valorizados do país. Dentro desse cenário, a faixa de imóveis entre R$ 600 mil e R$ 1,5 milhão concentra grande parte da liquidez atual.
Esse contexto favorece compradores preparados.
E penaliza decisões tomadas apenas pela emoção.
Durante períodos de juros elevados, o comportamento do mercado muda.
Menos compradores entram na disputa, o crédito passa por análises mais rigorosas e as negociações tendem a ficar mais racionais. Para quem está preparado financeiramente, isso pode representar maior poder de negociação e melhores condições de compra.
Esse é um momento em que disciplina financeira e leitura de mercado fazem diferença.
Quem compra apenas baseado na parcela mensal pode acabar assumindo um compromisso maior do que o orçamento suporta. Quem compra com método analisa o ciclo do mercado, os custos envolvidos e a liquidez futura do imóvel.
Comprar imóvel não é apenas um desejo emocional.
É uma decisão financeira de longo prazo.
Um erro muito comum entre compradores é considerar apenas o valor anunciado do imóvel ou a parcela do financiamento.
Na prática, existem custos adicionais que precisam entrar na conta.
Entre os principais estão:
ITBI (Imposto de Transmissão) em Curitiba atualmente cerca de 2,7% do valor do imóvel
Registro em cartório
Escritura pública
Taxas bancárias e avaliação do imóvel
Custos de mudança e ajustes iniciais
Dependendo da situação, esses custos podem elevar o valor final da compra entre 8% e 15% do valor do imóvel.
Isso significa que um imóvel anunciado por R$ 1 milhão pode exigir um investimento total próximo de R$ 1,08 milhão a R$ 1,15 milhão.
Sem planejamento, o sonho da casa própria pode gerar desequilíbrio financeiro.
Grande parte dos arrependimentos imobiliários nasce do mesmo ponto: a decisão baseada apenas na emoção da visita.
Um apartamento bem decorado, uma vista bonita ou uma sensação momentânea podem fazer o comprador ignorar fatores essenciais como:
liquidez do imóvel
qualidade da região
potencial de valorização
condições estruturais do prédio
custos reais da operação
Por isso, tratar a compra de um imóvel como uma decisão estratégica é fundamental.
É nesse contexto que surge o que chamo de método FILTRO.
Ao longo da minha experiência no mercado imobiliário, organizei um conjunto de critérios simples que ajudam compradores a tomar decisões mais racionais.
Esse processo pode ser resumido no método FILTRO.
Antes mesmo de começar a visitar imóveis, é essencial definir o objetivo da compra.
O imóvel será para:
moradia familiar
geração de renda com locação
investimento e valorização futura
Cada objetivo exige critérios diferentes.
Por exemplo:
Para moradia familiar, imóveis entre R$ 800 mil e R$ 1,2 milhão em bairros como Água Verde e Portão costumam ter boa liquidez e infraestrutura.
Para renda com locação, regiões como Juvevê e Ecoville apresentam demanda constante e público consolidado.
Para primeira moradia, bairros com acesso ao financiamento via SFH, como a Cidade Industrial, podem oferecer entrada mais acessível.
Sem uma finalidade clara, qualquer imóvel pode parecer o ideal.
Em Curitiba, o bairro costuma ter mais impacto no valor do imóvel do que o acabamento.
Regiões com comércio consolidado, mobilidade urbana e serviços próximos tendem a manter melhor liquidez e valorização ao longo do tempo.
Alguns exemplos:
Água Verde — forte infraestrutura comercial e mobilidade
Ecoville — planejamento urbano e padrão residencial elevado
Cabral e Juvevê — alta procura de profissionais e jovens famílias
Imóveis em regiões com pouca infraestrutura ou excesso de estoque podem enfrentar mais dificuldade de revenda.
Uma pergunta simples pode revelar muito sobre a qualidade de um investimento imobiliário:
Quanto tempo imóveis semelhantes levam para vender?
Se unidades parecidas permanecem meses ou anos no mercado, isso pode indicar baixa liquidez.
Uma regra prática é simples:
Compre imóveis que você conseguiria vender novamente sem pressão caso precisasse.
Liquidez protege patrimônio.
Ciclos de juros altos costumam reduzir o número de compradores ativos no mercado. Isso cria espaço para negociações mais racionais.
Compradores que entram com entrada entre 30% e 40% geralmente conseguem estruturar propostas mais competitivas.
O financiamento imobiliário continua sendo uma ferramenta importante, mas a parcela precisa caber com conforto no orçamento familiar.
Compromissos de longo prazo exigem margem de segurança.
Antes de fechar negócio, vale observar o imóvel em diferentes momentos do dia.
Visitar o local pela manhã, à noite e em um final de semana ajuda a entender melhor:
trânsito da região
nível de ruído
segurança
rotina do condomínio
Também é essencial verificar:
infiltrações
histórico do prédio
documentação atualizada
situação do condomínio
Muitos arrependimentos surgem de decisões tomadas apenas pela primeira impressão.
Negociação faz parte da cultura imobiliária brasileira.
Propostas estruturadas, com prazos claros e condições bem definidas, aumentam significativamente a chance de fechar um bom negócio.
Comprar bem não significa pagar o menor preço possível.
Significa pagar o preço justo dentro do ciclo do mercado.
Embora cada caso deva ser analisado individualmente, algumas regiões da cidade historicamente apresentam boa liquidez e estabilidade de valor.
Entre elas estão:
Água Verde
Juvevê
Cabral
Ecoville
Portão
Esses bairros combinam infraestrutura urbana, demanda constante e boa oferta de serviços.
Em outras cidades do Paraná — como Londrina, Cascavel, Foz do Iguaçu e Ponta Grossa a lógica costuma ser semelhante: localização, qualidade construtiva e liquidez sustentam valor ao longo do tempo.
Para quem está preparado financeiramente e toma decisões com base em dados, 2026 pode ser um bom momento para comprar.
O mercado está mais seletivo.
E mercados seletivos favorecem compradores disciplinados.
Comprar imóvel não exige pressa.
Exige informação, clareza e análise.
E, sempre que possível, acompanhamento profissional.
No mercado imobiliário, entusiasmo acelera decisões.
Método protege patrimônio.
Ricardo Maciel
Estrategista Imobiliário
Exon Inteligência Imobiliária









