Nossa política de privacidade e cookies Nosso site utiliza cookies para melhorar a sua experiência na navegação.
Você pode alterar suas configurações de cookies através do seu navegador.
EXON Imóveis
EXON Imóveis
Telefones para Contato

Busca de Imóveis

Selecione os critérios de busca nos campos abaixo e encontre seu imóvel dos sonhos

Financiamento de imóveis em 2027: o que muda e como se preparar para comprar

Financiamento de imóveis em 2027: o que muda e como se preparar para comprar
Publicado em 24/Ago/2026
Autor: Ricardo Maciel

Quem pretende comprar um imóvel com financiamento de imóveis em 2027 encontrará um mercado diferente daquele de alguns anos atrás. O Brasil está mudando a forma de financiar a habitação, os bancos terão novas fontes de recursos e existe expectativa de redução gradual da taxa Selic. Mas isso não significa, automaticamente, financiamento barato.

Para o comprador, a principal mensagem é simples: não baseie a decisão apenas na esperança de que os juros caiam. Entrada, capacidade de pagamento, escolha do imóvel e comparação entre bancos continuarão tendo enorme influência no custo final da compra.

O que muda no financiamento de imóveis em 2027?

A principal mudança é estrutural.

Durante décadas, boa parte do crédito imobiliário brasileiro dependeu diretamente dos recursos depositados na caderneta de poupança, por meio do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo, o SBPE.

O problema é que, em períodos de juros elevados, aplicações financeiras mais rentáveis tornam a poupança menos atraente. Com menos dinheiro depositado, diminui também uma importante fonte de recursos para os financiamentos.

Por isso, o Banco Central e o Conselho Monetário Nacional criaram um novo modelo de direcionamento do crédito imobiliário.

A nova sistemática começa a valer integralmente a partir de 1º de janeiro de 2027 e permite maior utilização de fontes alternativas, incluindo instrumentos como Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e Letras Imobiliárias Garantidas (LIGs).

Segundo o Banco Central, o modelo poderá viabilizar R$ 111 bilhões em recursos em seu primeiro ano, disponibilizando R$ 52,4 bilhões a mais em comparação com o modelo anterior.

Fonte: Banco Central do Brasil, dados consultados em agosto de 2026.

Mais crédito significa juros menores?

Não necessariamente.

Ter mais recursos disponíveis ajuda os bancos a emprestar, aumenta a competição e pode favorecer melhores condições. Porém, o custo de um financiamento imobiliário depende também da inflação, da Selic, das taxas de longo prazo, do custo de captação dos bancos e do risco de cada cliente.

Esse é justamente o ponto de atenção para 2027.

Em agosto de 2026, a Selic estava em 14% ao ano. Já o Relatório Focus divulgado em 24 de agosto apontava mediana de mercado de 12% para a Selic ao final de 2027.

Portanto, existe uma perspectiva de melhora, mas ainda dentro de um ambiente de juros relevantes.

Fonte: Banco Central do Brasil e Relatório Focus, agosto de 2026.

O crédito imobiliário pode crescer mesmo com juros altos

Um dado importante ajuda a entender o momento.

Segundo a Abecip, o crédito imobiliário cresceu 23% no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025. O desempenho superou as expectativas iniciais do setor.

Ao mesmo tempo, representantes da própria indústria demonstram cautela para 2027, principalmente por causa dos juros.

Ou seja: existe demanda por imóveis e existe crédito. O desafio continuará sendo fazer a compra caber de maneira saudável no orçamento da família.

Quem pretende financiar um imóvel em 2027 deve esperar?

Essa talvez seja a pergunta mais importante.

E não existe uma resposta igual para todo mundo.

Esperar pode fazer sentido quando o comprador ainda não possui entrada suficiente, está comprometendo demais a renda ou não construiu uma reserva financeira adequada.

Mas esperar exclusivamente porque “os juros certamente estarão muito menores” é uma aposta.

Em Curitiba, por exemplo, o preço médio anunciado dos imóveis residenciais chegou a aproximadamente R$ 11.761 por metro quadrado em julho de 2026, segundo dados do Índice FipeZAP, com valorização de 4,19% em 12 meses.

Isso não significa que todos os imóveis valorizem dessa forma. Bairros, idade, conservação, condomínio, posição solar, garagem e padrão construtivo mudam completamente a avaliação.

Mas mostra um ponto importante: enquanto o comprador espera uma possível redução dos juros, o imóvel desejado também pode mudar de preço.

Fonte: Índice FipeZAP, julho de 2026.

Entrada maior pode ser mais importante do que tentar prever os juros

Para quem pretende usar financiamento imobiliário em 2027, aumentar a entrada é uma das estratégias mais eficientes.

Imagine um imóvel de R$ 600 mil.

Com uma entrada de R$ 120 mil, será necessário financiar R$ 480 mil.

Com R$ 180 mil de entrada, o financiamento cai para R$ 420 mil.

São R$ 60 mil a menos incidindo sobre juros durante muitos anos.

Por isso, antes de tentar descobrir qual será a Selic daqui a seis ou doze meses, vale fazer outra pergunta:

Quanto consigo reduzir do saldo financiado até a data da compra?

Para muitos compradores, essa resposta pode gerar um impacto financeiro maior do que tentar acertar o momento perfeito dos juros.

Minha Casa Minha Vida também merece atenção em 2027

Outro ponto relevante é a ampliação recente do Minha Casa Minha Vida.

Em 2026, o programa passou a contemplar famílias urbanas com renda bruta mensal de até R$ 13 mil.

Na modalidade Classe Média oferecida pela Caixa, por exemplo, podem ser financiados imóveis de até R$ 600 mil, com entrada mínima atualmente informada de 20%, prazo de até 35 anos e condições específicas da linha.

As regras podem sofrer alterações até 2027, por isso a análise precisa ser feita novamente no momento da compra.

Fontes: Ministério das Cidades e Caixa Econômica Federal, informações consultadas em agosto de 2026.

6 cuidados para quem pretende financiar um imóvel em 2027

1. Descubra sua capacidade real antes de procurar o imóvel

O limite aprovado pelo banco não deve ser confundido com o valor confortável para sua família pagar todos os meses.

Considere condomínio, IPTU, seguros, manutenção e demais compromissos além da prestação.

2. Construa uma entrada maior

Quanto menor o valor financiado, menor tende a ser o impacto dos juros no orçamento e no custo total da operação.

3. Não use todo o dinheiro na entrada

Comprar um imóvel envolve ITBI, registro, avaliação, mudança e possíveis reformas. Mantenha uma reserva separada.

4. Compare o CET, e não apenas a taxa anunciada

O Custo Efetivo Total reúne juros e outros custos da operação. Duas propostas aparentemente semelhantes podem terminar com custos diferentes.

5. Compare bancos

A mudança no modelo de funding tende a aumentar a importância dessa comparação. Condições podem variar conforme instituição, relacionamento, renda e perfil do comprador.

6. Lembre-se da portabilidade

Se você contratar um financiamento e, no futuro, surgirem condições melhores, existe a possibilidade de transferir a dívida para outra instituição.

A portabilidade de crédito é um direito do consumidor e está regulamentada pelo Banco Central.

Isso muda a lógica da decisão: você não precisa necessariamente esperar pela menor taxa dos próximos anos para comprar um bom imóvel hoje.

Então, qual é a melhor estratégia para 2027?

Para quem quer comprar a casa própria, a estratégia mais segura não é tentar adivinhar o menor ponto da Selic.

É chegar preparado.

Ter uma boa entrada, renda organizada, reserva financeira e aprovação de crédito pré-analisada aumenta consideravelmente o poder de negociação.

E existe outro ponto que muitas vezes vale mais do que alguns décimos na taxa de financiamento: comprar o imóvel certo pelo preço certo.

Um financiamento pode ser renegociado ou levado para outro banco no futuro. Um imóvel comprado acima do valor de mercado ou inadequado para as necessidades da família é muito mais difícil de corrigir.

Na Exon Imóveis, acreditamos que a decisão deve começar pelo planejamento: entender quanto você pode comprar, qual região de Curitiba faz sentido para sua rotina e qual estrutura de financiamento preserva sua saúde financeira.

Antes de procurar apenas o imóvel dos sonhos, procure uma compra que continue fazendo sentido depois que as chaves estiverem na sua mão.

Fonte: Exon Imoveis

Deixe seu Comentário